Eu estava pensando...
Não sei porque,
Disso eu me envergonho!
Indo tresloucado em uma série de sonhos
Conceitos e provocações invisíveis às mentes
Por esta vida irracional
Que nenhum de nós compreende
Por estas trilhas prosaicas,
Sem atalhos risonhos
Onde nada nobre e impávido
Nos conduz ao topo do monte
São os extremos das dúvidas
Jorrando na incólume fonte
 
O amor, é deveras
Um estúpido cego, que visão têm
Doravante, o interesse,
Este sim, enxerga bem!
O consolo é nos imaginarmos
Livres pela eternidade
Mas, não há saída singular
Ou guias para outro lugar
A menos que eles sejam de outro mundo...
Além dos céus...
Além da terra...
Além do mar...
 
Eu estava sonhando...
Não sei porque,
Com isso ainda me atormento!
Pousando no relevo íngreme
Duma série de pensamentos
Como num delírio febril
De um doente sem esperança
Que acorda e grita seu pesadelo
Na madrugada que avança
Seus supremos anseios no espírito inseguro
Nada de firme ficaria de pé
Quando sondado na inspeção do futuro
 
Era lá no fim da estrada,
O destino bambeava incerto
Minha profunda certeza
Era da sua imperfeição
Esta idéia eu anotava refulgir bem de perto
A minha existência de ilusões cravadas,
Sem tingir uma exceção
E não há direção elementar,
Ou um mestre salutar
A menos que eles sejam de outro mundo...
Além do sol...
Além das estrelas...
Além do luar...
 
Assumo à sabedoria indomável,
A minha beligerante surpresa
Antes, eu não deduzia ou coligia
Estes teoremas na consciência!
Não embelezava soluções,
Pois agia com negligência
Mas o meu Deus despertou
Do lado ruim da cama!
Gela meu coração,
O seu ímpeto ferino que me inflama
 
E quanto ao que outrora,
Cheguei a pronunciar
Isso já não mesura grande importância!
Dou honra aos senhores da Justiça
Glorifico os heróis da humanidade
Um trabalho astral de bom senso
Um proceder de maciça afetuosidade
Um ato tenaz, porém, sem significância...
 
Pois, pouco a pouco,
Assim, assim é a vida...
Todo o denodo
Que eu exalava no meu interior
Devo-lhe assumir,
São intuições que irromperam em falhar
Mentiras e chacotas,
Que fazem o eco do ser urrar
Contei nos áridos dedos das mãos,
Amigos fiéis com quais me assemelho
Foi mais uma bestial tragédia,
Pelo que percebo!
E todo este tempo que entre os homens,
eu vivi
Mais chorei a perpétua miséria,
Do que da utópica bênção, eu sorri
Eu só estava perguntando frente ao espelho
Por que realmente eu estou aqui?!
 
Eu estava pensando...
Em uma série de sonhos milagrosos
Eu estava sonhando...
Com uma série de pensamentos miraculosos
Não sei o porque deste dilema,
Eu insistir negando!
 
Pois, pouco a pouco,
Assim, assim é a vida,
E dela vou aprendendo
Trabalhar à luz
Das idéias absurdas de felicidade
Pois bem!
Que seja então, a unânime vontade
O caminho, para o devaneio
Confortar a realidade
 
E eu já havia ido
Às grandes distâncias dos segredos
Navegações em busca dum sabor
Nunca antes degustado
Cativado num enleio que dói a alma e a aflige
A mente coaxa, treme, sacude os seus nervos
Pois bem!
Seja o amor universal, um sonho
Pois bem!
Seja a misericórdia, um pensamento
Pois, não há mistério mais exemplar
Ou prodígio que possa ser mais estupendo
A menos que eles sejam de outro mundo...
Além da vida...
Além da morte...
Além do tempo...
 
 
 
 
Eu estava pensando...
Em uma série de sonhos
Eu estava sonhando...
Com uma série de pensamentos
 
Eu ainda estou aqui,
Na Terra que gira...
Nós nascemos, nós morremos...
Há algo mais para conhecer?
Era o que eu mais queria entender!
Estamos aqui... Tão Sozinhos!
Mas quem sabe o por quê?
 
O crime
Era não enaltecer mais esses dias!
E a sentença
Era não venerar mais esses dias!
Ciclos impassíveis, em que ninguém nos ama
Em que até o meu Deus
Despertou do lado ruim da cama!
 
E todo este tempo que entre nós, eu passei
Mais ajuntei espinhos na carne jovem
Do que amores sinceros no peito, eu guardei
Eu só estava perguntando ao filho do homem
A queixa que em vida, eu tanto senti
Por quê realmente eu estou aqui?!
Por quê? Por quê? Por quê?
 
Aceitai a minha natureza indecente
Aceitai também minha essência decadente
Cristo, eu não sei se é só a mim
Mas me é tudo nauseabundo e indiferente!
A menos que eu seja um estrangeiro indulgente
Herdeiro de um outro mundo
Além do coração...
Além da alma...
Além da mente...

This poem was made in late February 2016. I started writing his verses about the morning and they were inspired largely by the writing style of Bob Dylan. I wanted to express a feeling that I kept in my heart, and so I made this digression on my sense of insecurity encounter in life, a greater sense to what we do. I thought seriously about making a version of it in English, but I ended up leaving the idea aside, and he's shown in my native language, Portuguese.

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Ada Pardo
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