Paris está num frenezim
Sim vem daí
Há festa na terra do Homem
Vai em Paris um frenezim
Sim vai sim
Dá-se enfim
Lá uma festa de liberdade
Direito, amor e felicidade
Vai em Paris um frenezim
 
Vai em Paris um frenezim
Caíram lá duas bombas
Vieram de longe, do fim
Ia ser a festa da verdade
Iam soltar da Humanidade as pombas
Ia haver festa em Paris é verdade
Mas caíram Bombas na terra da liberdade
 
Vai no mundo um frenezim
Chorando a humanidade espera o seu fim
Caíram na tentação de atentar o destino assim
Caíram bombas em Paris
Sangue nas rosas dos Homens
 
O anjo da ruína
Arruinado olhou
Para o mundo que tanto amou
E nenhuma alma encontrou
E com pesar na voz perguntou
Com voz de quem morre de saudade
“Aqui estavam”
"De mudança, amor e liberdade falavam"
“As pombas dos Humanos voavam”
“Onde foram?”
"Onde estão"
 
Os humanos bombas na terra do Homem soltaram
E todas as almas do mundo ceifaram.

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