Uno com a selva
Deixa-me ser um com a Selva
Deixa-me percorrer
As ciladas negras
Por elas correr
Na negrura misteriosa do Congo
No verdejante mistério da Amazónia
Nas profundezas da índia
Deixai-me encontrar El Dorado
Lémuria
O reino perdido dos homens cor de carvão
Cravo e acendo a chama
Neste meu sedento coração
Que pelo tropicalismo chama
Preciso do Brasil dos Ameríndios
Tribos perdidas no tempo
Bem no coração de África
Deixem-me perder
Nos passos de Ramayana teve de conhecer
Templos erguem-se do solo
Mundos perdidos
Tanto pelo tempo esquecidos
Índia Védica
Dez mil anos atrás
Hibiscus, rosas ananás
Exotismo perdido
Tigre e leopardo
Jaguar
Como felino estou a caminhar
Lado a lado com os demónios de oiro
Do Bali tesoiro
Indonésia perdida
Mundos solitários inexplorados
Deixai-me unir com o todo que são
Deixai-me cair nesse negro coração
Dançar multicolor pela noite adentro
Selvagem
Verdadeiro
E sem Ilusão
Deixem-me ser uno com a selvas
Pois nelas a humanidade
Encontrará salvação.

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